Definições
Relacionados aos efeitos não econômicos da criminalidade.
Avaliado em termos da incidência de:
* doenças resultantes da violência (doenças mentais e incapacidade física);
* mortes resultantes de homicídios e suicídios;
* alcoolismo e dependência de drogas e entorpecentes;
* desordens depressivas.
Os efeitos sociais e político da criminalidade podem ser mensurados na:
* erosão de capital social;
* transmissão de violência entre gerações;
* redução da qualidade de vida;
* comprometimento do processo democrático.
Vida em Comunidade
Pesquisas de vitimização tem demonstrado que a incidência da criminalidade leva a uma redução na intensidade da relação entre as pessoas. Por serem vítimas de delitos ou conhecerem pessoas que foram vítimas, as pessoas passam a se relacionar menos com as outras pessoas buscando reduzir o risco a que poderiam estar submetidas. Resultando em uma:
* redução na freqüência com que os vizinhos se visitam, conversam ou trocam gentilezas;
* redução na capacidade de formação de uma identidade de grupo entre os vizinhos;
* redução na vigilância informal dentro das comunidades;
* redução na sensação de segurança das pessoas em relação ao lugar onde residem.
Redução da qualidade de Vida
A redução na qualidade de vida das pessoas também é um fenômeno resultante do aumento da violência. As pessoas mudam seus hábitos do dia a dia na busca por reduzir o risco a que estariam submetidos. Neste contexto, as pessoas:
* limitam os locais onde transitam;
* deixam de ir a locais que gostam;
* evitam usar meios de transporte coletivo;
* evitam sair de casa à noite;
* gastam altas somas de recurso na proteção de suas residências;
* passam possuir armas e muitas vezes a andar armadas.
Presença de Armas (Belo Horizonte)

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Sensação de Insegurança (Belo Horizonte)

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Medidas de Precaução (Belo Horizonte)

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Comprometimento do Estado Democrático de Direito
A incidência da criminalidade gera uma pauta fragmentada e reativa das agências responsáveis pelas políticas de segurança pública.
Esta pauta é marcada profundamente pela repetição do trabalho e distanciamento das instituições.
Todo este processo marcado pela fragmentação, inexistência de gestão, sobreposição de ações e falta de uma orientação comum no perfil das políticas públicas estaduais compromete a agilidade do processo democrático.