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16/07/2008 - 18:03h

Cacciola chega ao Brasil como um símbolo no combate à impunidade

Brasília, 16/07/08 (MJ) - A extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola é o símbolo de que a impunidade no Brasil está terminando, segundo declarou nesta quarta-feira (16) o ministro da Justiça, Tarso Genro. Para ele, significa também que o governo brasileiro obteve confiabilidade - técnica e política – junto a um país (Mônaco) que não quer ser praça de proteção de pessoas condenadas.
 
Tarso Genro esclareceu que o processo de extradição, coordenado pelo Ministério da Justiça, não tem qualquer relação pessoal com o ex-banqueiro. “Para nós interessa muito pouco quem ele é, qual o seu passado e suas relações políticas. O senhor Cacciola está voltando porque é um condenado pela justiça brasileira”.
 
Sobre a liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que não sejam usadas algemas em Cacciola na chegada ao Brasil, o ministro garantiu que será cumprida. A decisão do STJ assegura , ainda,  à defesa o direito de se comunicar, pessoal e reservadamente, com o ex-banqueiro a partir do desembarque.

“Quanto a não aparecer nas câmaras, esta já é a orientação da direção da PF. As pessoas não podem ser expostas publicamente”, explicou Tarso Genro. O ministro acrescentou que Cacciola será entregue à autoridade judicial no Rio de Janeiro. “A nossa função terminou. A não ser que o Ministério Público requisite qualquer diligência para novo inquérito. O papel da polícia agora é entregar o senhor Cacciola para o juiz da execução da pena”.

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Veja também:
Cronologia do processo de extradição de Cacciola
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