Competências
Competências da União e dos estados
As responsabilidades são compartilhadas por tratar-se de um projeto federal e federativo. Nesse sentido, se estabeleceu um modelo de gestão compartilhada, em que a União e os estados atuam como co-responsáveis pela implementação, gestão e fiscalização da Bolsa Formação.
Cada esfera de governo – União e Estados – tem responsabilidades e competências que garantem o bom funcionamento e a correta utilização dos dados do Projeto Bolsa Formação.
Estados contemplados pelo Projeto Bolsa Formação:

Compete aos Estados:
- Nomear o Gestor Estadual do Projeto Bolsa Formação para atuar no cadastramento, atualização cadastral e homologação das informações;
- Analisar as informações e zelar pela qualidade e veracidade dos dados coletadas;
- Homologar e transmitir os dados coletados, acompanhando o retorno do processamento pela Caixa (arquivo-retorno);
- Manter atualizada a base de dados no Sisfor;
- Dispor de infra-estrutura e recursos humanos permanentes para a gestão e execução do Cadastro;
- Prestar apoio e informações aos profissionais de segurança pública e justiça criminal sobre o Projeto Bolsa Formação;
- Apuração e/ou o encaminhamento de denúncias às instâncias cabíveis;
- Acompanhamento do cumprimento das condicionalidades;
- Disponibilizar, quando necessário, infra-estrutura de logística para digitação e transmissão dos dados ao SISFOR;
- Atualização das informações do Sisfor; e
- Aumentar até 2012 o salário dos profissionais.
Compete ao Ministério da Justiça:
Cabe ao Ministério da Justiça a coordenação, gestão e operacionalização do Projeto Bolsa Formação que compreende a prática dos atos necessários à concessão e ao pagamento de benefícios, a gestão do SISFOR, a supervisão do cumprimento das condicionalidades em articulação com os Estados, e o acompanhamento e a fiscalização de sua execução. Para tanto, é necessário:
- Apoiar, coordenar, acompanhar e supervisionar a implantação e a execução do PBF;
- Emitir regulamentos e instruções operacionais sobre o Projeto Bolsa Formação;
- Articular as capacitações de gestores e técnicos e prestar informações e orientações necessárias à execução das atividades de cadastramento;
- Avaliar a qualidade do cadastro em nível nacional, definindo estratégias de melhorias;
- Disponibilizar aos Estados a base de dados de seus beneficiários;
- Tornar disponível o atendimento para esclarecimentos de dúvidas sobre o Cadastro;
- Adotar procedimentos de fiscalização e controle, com intuito de detectar falhas ou irregularidades.

Adesão dos Estados ao Bolsa Formação
Para aderir ao Projeto Bolsa Formação o Estado deve assinar o Termo de Adesão e indicar um Gestor Estadual. Será preciso também formalizar a instância local de controle do Projeto.
A assinatura do Termo de Adesão pelo Estado é condição para que o beneficiário tenha acesso aos recursos financeiros para apoio a gestão do Projeto Bolsa Formação e do do Sisfor.

Gestão Estadual do Projeto Bolsa Formação
Para que a gestão da base de dados seja feita adequadamente é necessário que o Estado mantenha uma infra-estrutura mínima satisfatória e com pessoal qualificado para executar as atividades inerentes ao Sisfor de forma permanente e contínua.
Para gerir o Projeto Bolsa Formação o estado nomeará um Gestor Estadual e cinco representantes de instituições de segurança pública e justiça criminal que farão parte de uma coordenação estadual intersetorial. O grupo que for definido verificará a idoneidade das informações cadastradas e sua homologação, além de promover a articulação com o governo federal.
Em termos de infra-estrutura será necessário a disponibilidade de uma sala com computadores, escaner, impressora, telefone e internet.

Monitoramento dos cadastros pelos gestores
Após o profissional realizar o cadastramento no site caberá ao Gestor Estadual do Pronasci nomeado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública dar continuidade ao processo, verificando a idoneidade das informações inseridas, homologando-as no Sistema Projeto Bolsa Formação - Sisfor.
O SISFOR é um instrumento de coleta de dados que tem como objetivo identificar todos os profissionais de segurança pública e justiça criminal que atendam às condicionalidades do Projeto Bolsa Formação. Cada Estado tem um número estimado de profissionais considerado como a meta de atendimento do Projeto naquele território específico. Essa estimativa é calculada com base em uma metodologia desenvolvida com apoio da Coordenação Geral de Pesquisa e Análise da Informação e tem como referência os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Salários de 2007 da Secretaria Nacional de Segurança Pública e do Departamento Penitenciário do Ministério da Justiça.

Acompanhamento das condicionalidades
O acompanhamento das condicionalidades é fundamental para garantir o acesso dos profissionais de segurança pública e justiça criminal aos serviços do Projeto Bolsa Formação. São tarefas do Gestor Estadual do Projeto Bolsa Formação:
- Coordenar as ações entre as instituições de segurança pública e justiça criminal para estimular os profissionais de segurança pública que já estão cumprindo regularmente as condicionalidades, no que diz respeito a participação e assiduidade nas atividade de educação continuada;
- Fornecer apoio e acompanhamento necessário aos profissionais para que estes possam cumprir a condicionalidade dos cursos de formação e educação continuada;
- Mobilizar e coordenar todas as pessoas envolvidas com a execução, o acompanhamento e a fiscalização do Projeto Bolsa Formação no Estado;
- Notificar o profissional quando identificado o descumprimento da condicionalidade e informar a situação ao Ministério da Justiça;
- Responder aos recursos dos profissionais.