A Coordenação Geral de Documentação, que tem como missão garantir a proteção, preservação e divulgação das fontes documentais sobre as sociedades indígenas e a política indigenista, busca contribuir, por meio de suas atividades, para o pleno acesso da sociedade às informações relacionadas à temática indígena. E o faz por diversos meios, como por meio da organização e disponibilização ao público de acervos documentais localizados tanto na sede da Fundação Nacional do Índio como nas Administrações Regionais, atendimento ao público no Serviço de Biblioteca, Serviço de Informação Indígena, Projeto Maloquinha e produção de publicações diversas na Divisão de Editoração, como o Boletim de Serviço e as obras que integram o Plano Editorial anual desta Coordenação.
Em 1992 a CGDOC lançou sua primeira publicação e, a partir de 2000, passou a manter um Plano Editorial anual, o qual vem se afirmando como um canal para divulgar a produção intelectual voltada à temática indígena, em especial aquela realizada por servidores da Funai.
No início de seu funcionamento, foram publicadas obras modestas e com poucos exemplares, entre as quais se destacam A Marcha Para o Oeste e Os Índios do Xingu, de 1992 e Da Proteção Fraternal Ao Integralismo Harmonioso: Aspectos ideológicos da política indigenista, de 1993, ambos de Leandro Mendes Rocha. Uma Rebelião Cultural Silenciosa: Investigação sobre os suicídios entre os Guarani (Nhandéva e Kaiowá) do Mato Grosso do Sul (1995), de Maria Aparecida da Costa Pereira, também merece destaque Sociedades Indígenas: Diversidade cultural contemporânea no Brasil, de Henyo Trindade Barreto Filho. Valendo ressaltar que até os dias de hoje essas publicações estão entre as referências para estudos sobre a temática indígena.
Até o presente momento a seleção das obras que compõem o Plano Editorial tem sido feita por uma comissão de técnicos da própria CGDOC, no entanto, com a instituição do Conselho Editorial da FUNAI, no dia 30 de janeiro de 2004, passarão a ser analisadas e selecionadas por um grupo formado por especialistas de diversas áreas, como meio ambiente, educação, antropologia, história, entre outros.