Governo de Mônaco decide extraditar Cacciola ao Brasil
Brasília, 04/07/08 (MJ) - O ministro da Justiça, Tarso Genro, recebeu na manhã desta terça-feira (4), a confirmação de que o chefe do Poder Executivo de Mônaco, príncipe Albert II, concordou com a extradição ao Brasil do banqueiro Salvatore Cacciola. O pronunciamento do príncipe Albert II ratifica a decisão do Tribunal de Apelações daquele país e representa a palavra final do governo monegasco sobre o assunto.
Cacciola foi preso por agentes da Interpol no principado de Mônaco em 15 de setembro de 2007. Ele é condenado no Brasil a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato (utilização do cargo para apropriação de dinheiro). Em 1999, para evitar a falência do Marka, o Banco Central socorreu a instituição numa operação que gerou um rombo de mais de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos.
O diretor-geral de Justiça de Mônaco (cargo equivalente ao de ministro da Justiça), Philippe Narmino, informou ao ministro Tarso Genro que ainda hoje comunicará o governo brasileiro oficialmente, por via diplomática. Ele solicitou ainda informações sobre como se dará o retorno de Cacciola ao Brasil.