Brasília, 25/06/08 (MJ) - O recurso interposto pelo banqueiro Salvatore Cacciola contra o parecer da Câmara do Conselho da Corte de Apelação de Mônaco foi rejeitado. Com isso, ficam esgotadas as esferas de recursos no âmbito do principado, faltando apenas a decisão soberana do Executivo, representado pelo príncipe Albert. A expectativa é de que a definição sobre o processo de extradição do banqueiro saia em julho.
“É mais um duro golpe contra a impunidade e um sinal de que a Justiça está ao alcance de todos, a partir de um trabalho sério e eficiente do governo e do Estado brasileiro, que vem sendo realizado no âmbito de cooperação jurídica com as demais nações, de forma multilateral”, declarou o secretário Nacional da Justiça, Romeu Tuma Júnior.
Mesmo atingindo todas as instâncias jurídicas, há informações de que os advogados de Cacciola estariam recorrendo à Corte de Direitos Humanos da Europa contra a decisão soberana de Mônaco, num procedimento que seria inédito.