Brasília, 11/10/07 (MJ) - Há cerca de três meses, Camilly Estefany, de apenas dois anos e meio, engoliu a bateria do controle remoto de um brinquedo e foi parar no hospital. Precisou passar por uma intervenção cirúrgica e, mesmo assim, teve várias complicações, como gastrite erosiva, alteração no baço e infecção intestinal. “Em dois minutos que ficou sozinha, ela engoliu a bateria”, explicou a mãe, Laís Souza.
Camilly foi vítima de dois tipos de imprudência: um brinquedo não recomendado para a sua faixa etária e também sem o selo de garantia do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Além do mais, o grande perigo, principalmente nesta época do ano, de comemoração do Dia das crianças, são os produtos falsificados. “O barato pode sair caro,”alerta o presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto. Segundo ele, produtos piratas e brinquedos importados de maneira ilegal não possuem qualquer garantia de fábrica e podem trazer sérios danos à saúde.
“No comércio ilegal, 70% dos brinquedos apresentam irregularidades. Alguns contêm metal pesado, que ingeridos podem causar lesões no sistema nervoso e desencadear doenças neurológicas”, completa o diretor de qualidade do Inmetro, Alfredo lobo.